Em Lisboa, o G9 recarregou como um elétrico de próxima geração, não como promessa distante.

A XPeng ainda não detalhou sua operação brasileira nem confirmou a venda do G9 por aqui. Mesmo assim, o teste publicado por *Quatro Rodas* em Portugal ajuda a entender por que esse SUV chinês de quase cinco metros chama atenção: ele combina arquitetura de 800 volts, bateria LFP de 93,1 kWh e uma recarga que pode levar o estado de carga de 10% a 80% em 12 minutos, desde que encontre uma estação compatível.
Esse último detalhe muda bastante a leitura. A recarga não elimina a necessidade de infraestrutura; ela a torna ainda mais importante.
Nesta matéria, você vai ver:
- o que o G9 faz de diferente no carregamento;
- como potência e bateria se encaixam no conjunto;
- onde entra o chassi com controle por inteligência artificial;
- o que o teste revelou sobre conforto e comportamento;
Doze minutos só existem com a tomada certa
A versão AWD Performance avaliada pela revista usava dois motores, com 575 cv combinados, e a bateria maior de 93,1 kWh. Durante o carregamento do teste, o carro chegou a receber 354 kW. A possibilidade de ir de 10% a 80% em 12 minutos, porém, depende de postos capazes de entregar potência semelhante.
É uma diferença importante entre capacidade do carro e experiência real do proprietário. O G9 aceita até 525 kW em corrente contínua na configuração de maior bateria, mas não cria um carregador ultrarrápido onde ele não existe.
A arquitetura de 800 volts não trabalha sozinha
A XPeng combina a arquitetura de 800 volts com baterias de química LFP. No G9 testado, a bateria 5C tem 93,1 kWh brutos, dos quais 92,2 kWh são utilizáveis. A autonomia declarada em ciclo WLTP chega a 540 km para a versão de 575 cv.
WLTP não é Inmetro, e tampouco substitui o que cada motorista encontrará na estrada. No teste português, o consumo medido foi de 18,7 kWh/100 km, ligeiramente abaixo dos 20,1 kWh/100 km oficiais citados pela publicação.
Não é pouco para um SUV de 4,90 m.
O chassi privilegia conforto, com uma ressalva
A suspensão pneumática de câmara dupla e os amortecedores adaptativos são coordenados por software de inteligência artificial, com o objetivo declarado de equilibrar os movimentos da carroceria. A explicação técnica disponível não permite transformá-lo em um atributo mágico.
Na avaliação da revista, conforto é o ponto forte do G9. Ao mesmo tempo, quem procura uma direção muito comunicativa talvez queira mais. Conforto e agilidade não são sinônimos, sobretudo num SUV pesado.
Brasil: expectativa não é confirmação
A XPeng contratava profissionais no Brasil e tinha estreia da marca prevista para 2027 quando a reportagem foi publicada. Isso não equivale a confirmação do G9 nacional. Não há anúncio oficial de versões, preços, equipamentos, rede de recarga ou calendário do modelo no país.
Por enquanto, o G9 é uma amostra do que a marca pode trazer, não uma ficha técnica brasileira pronta.
Você priorizaria autonomia maior ou uma recarga realmente mais rápida?





