O SUV troca o painel conhecido por uma cabine mais ambiciosa e duas rotas eletrificadas.

O Omoda 5 muda de nome na Europa, ganha carroceria redesenhada e estreia uma cabine que pouco lembra a do SUV vendido hoje no Brasil. Chamado de Omoda 5 Next, o modelo foi apresentado no Salão de Paris de 2026 e chega aos mercados europeus com versões híbrida e elétrica.
Há uma questão que importa mais para nós: o que exatamente dessa renovação virá para cá? A reportagem que antecipou o carro aponta o Brasil como destino e menciona prioridade para a variante elétrica, mas a marca não divulgou cronograma, versões ou preços nacionais. Por enquanto, o Next é uma prévia concreta, não um lançamento brasileiro.
Nesta matéria, você vai ver:
- o que muda no desenho e nas proporções do Omoda 5 Next;
- como a cabine abandona o painel atual;
- quais são as diferenças entre os conjuntos híbrido e elétrico europeus;
- por que a chegada ao Brasil ainda pede cautela;
- o que a mudança revela sobre o espaço do Omoda 5 dentro da própria gama.
Não é só uma frente nova
A reestilização começa pela parte mais visível: capô mais inclinado, luzes diurnas bem finas e uma frente que aproxima o Omoda 5 da linguagem do Omoda 4. Na traseira, as lanternas e o acabamento adotam o vocabulário “mecha” que a marca usa para descrever as formas geométricas inspiradas na cultura de robôs.
O detalhe menos óbvio está nas proporções. Segundo a Omoda & Jaecoo, o novo 5 mede 4,53 metros de comprimento, mais do que o modelo atual, e passa a ocupar uma posição acima do futuro Omoda 4 na família europeia.
Isso ajuda a explicar por que a marca não tratou o carro apenas como um facelift. O nome Next parece servir para separar duas missões: o 4 abre a gama, e o 5 assume uma proposta mais equipada e madura.
A mudança realmente acontece dentro
O painel recebeu arquitetura nova, com quadro de instrumentos digital de 8,9 polegadas e tela central de 15,6 polegadas. É uma troca significativa porque a tela deixa de ser somente um recurso visual: passa a concentrar boa parte da interface do carro.
Na especificação divulgada para a Europa, há também novos porta-objetos, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, câmera de 540 graus e, nas versões superiores, bancos dianteiros aquecidos, ventilados e com massagem. A Omoda cita ainda áudio Sony e mais material de isolamento acústico.
É uma lista longa, mas o efeito prático é simples: o 5 Next tenta deixar de parecer apenas um SUV compacto com boa tela. A cabine passa a ser parte central do argumento.
Duas eletrificações, dois usos bem diferentes
Na Europa, o híbrido pleno SHS-H combina um motor 1.5 turbo de 143 cv, motor elétrico principal de 150 kW, gerador de 100 kW, bateria NMC de 1,83 kWh e transmissão 1DHT. A potência combinada declarada é de 224 cv, com tração dianteira.
Já o Omoda 5 EV usa motor dianteiro de 155 kW, equivalentes a 211 cv, e bateria LFP de 61 kWh. A marca declara até 430 km de autonomia no ciclo WLTP e recarga rápida de até 130 kW.
São números de homologação e de fabricante para a configuração europeia. Não devem ser transportados automaticamente para uma futura ficha brasileira, que dependerá de versão, bateria, ciclo de medição e homologação local.
Esse é o tipo de detalhe que costuma se perder quando um carro ainda está a caminho. A carroceria pode ser a mesma; a ficha, não necessariamente.
O Brasil aparece na notícia, não na tabela
O Motor1 informa que o Omoda 5 Next foi confirmado para o Brasil e que o mercado deve receber primeiro a variante elétrica. A informação é relevante, mas ainda não equivale a uma apresentação nacional da marca.
A comunicação oficial consultada detalha os planos de venda para Espanha, Polônia e outros mercados europeus em 2027. Ela não estabelece data, preço, equipamentos ou combinação de motores para o Brasil. Também não confirma se o atual 1.5 turbo a gasolina continuará na linha renovada.
A prudência aqui não diminui a novidade. Ela evita transformar a configuração europeia em promessa feita ao comprador brasileiro.
O Next muda o papel do Omoda 5
O modelo atual já colocou a Omoda numa faixa bastante disputada no Brasil. O Next sinaliza que a próxima etapa não será apenas estética: mais tecnologia de cabine, expansão das opções eletrificadas e uma tentativa de subir um degrau dentro da gama.
Há uma troca interessante de foco. Em vez de usar só a grade e as lanternas para chamar atenção, a marca investe no lugar onde o proprietário passará mais tempo: a cabine.
O resto ainda depende do anúncio brasileiro. Quando ele vier, bateria, autonomia, preço e até o sobrenome comercial podem contar uma história diferente.
Você escolheria o Omoda 5 Next híbrido ou elétrico?





